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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cidade do México
Ciudad de México
Capital
Bandeira de Cidade do México
Brasão de armas de Cidade do México
Gentílicocapitalino(a)
Cidade do México está localizado em: México
Cidade do México
Localização da Cidade do México no México
Mapa
Mapa da entidade
Coordenadas: 19° 26′ 02″ N, 99° 08′ 01″ O
País México
Entidade federativaCapital
Fundação
  • 13 de março de 1325 (701 anos)
    México Tenochtitlán
  • 13 de agosto de 1521 (504 anos)
    México
  • 18 de novembro de 1824 (201 anos)
    Distrito Federal
  • 29 de janeiro de 2016 (10 anos)
    Cidade do México
Governo
  Chefe(a) de governoClara Brugada (MORENA)
Área
  Total1,495 km²
Altitude2,250 m
População
  Total (2020)9 209 944 hab.
  Posição
Densidade 5 966 hab./km²
Fuso horário-6
  Verão-5
Sítiowww.cdmx.gob.mx

Cidade do México é a capital e a cidade mais populosa do México, bem como a cidade mais populosa da América do Norte.[1][2] É um dos principais centros culturais e financeiros do mundo e, de acordo com o ranking de 2024 da Globalization and World Cities Research Network, é classificada como uma cidade global alfa.[3][4] Localizada no Vale do México, no alto Planalto Central Mexicano, a cidade situa-se a uma altitude de 2.240 metros. É dividida em 16 distritos, ou alcaldías, que são subdivididos em bairros, ou colonias.

De acordo com o censo de 2020, a Cidade do México propriamente dita tinha uma população de 9.209.944 habitantes e uma área de 1.495 quilômetros quadrados, tornando-se a principal cidade do país e a segunda maior cidade de língua espanhola do mundo, depois de Lima.[5] Segundo a definição mais recente acordada pelos governos federal e estadual, a Grande Cidade do México tinha uma população de 21.804.515 habitantes, sendo a 15ª maior área metropolitana do mundo e a segunda maior aglomeração urbana do Hemisfério Ocidental, depois de São Paulo.[6] Em 2011, a Grande Cidade do México teve um PIB de 411 bilhões de dólares, tornando-se uma das áreas urbanas mais produtivas do mundo.[7] A cidade representava 15,8% do PIB do México, enquanto a área metropolitana representava cerca de 22%.[8]

É a capital mais antiga das Américas e uma das duas únicas fundadas por povos indígenas.[a] Ela começou como Tenochtitlán, uma cidade mexica (asteca) construída por volta de 1325 em ilhas no Lago Texcoco. Após o cerco de Tenochtitlán em 1521, a cidade foi quase totalmente destruída e reconstruída de acordo com os padrões urbanos espanhóis. Em 1524, o município da Cidade do México foi estabelecido como México Tenochtitlán[9] e, a partir de 1585, passou a ser oficialmente conhecida como Ciudad de México.[9] Durante o período colonial espanhol, a cidade foi um importante centro político, administrativo e financeiro.[10] Após a independência do México, o território ao redor da cidade foi organizado em 1824 como o novo e único distrito federal do país.

Após anos de reivindicações por maior autonomia política, os residentes conquistaram o direito de eleger tanto o chefe de governo quanto os membros da Assembleia Legislativa unicameral em 1997. Desde então, partidos de esquerda, primeiro o Partido da Revolução Democrática e depois o Morena, controlam ambos os cargos. A cidade também adotou diversas políticas progressistas,[11][12] como o aborto legalizado,[13] uma forma limitada de eutanásia, [14] casamento entre pessoas do mesmo sexo[15] e mudança legal de gênero.[16] Em 29 de janeiro de 2016, o Distrito Federal foi oficialmente renomeado Cidade do México, ou CDMX. Essas reformas concederam à cidade maior autonomia e alteraram aspectos de seu governo e estrutura política,[17][18] embora uma cláusula constitucional ainda a impeça de se tornar um estado enquanto permanecer a capital do México.[19]

Apelidos e lemas

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O gentílico informal para os residentes da Cidade do México é chilango, termo historicamente usado pejorativamente por pessoas que viviam fora da Cidade do México para "conotar uma pessoa barulhenta, arrogante, mal-educada e grosseira". [20] Por sua vez, aqueles que vivem na Cidade do México designam de forma insultuosa aqueles que vivem em outros lugares como vivendo em la provincia ('as províncias', 'a periferia') e muitos adotam com orgulho o termo chilango.[20] Os residentes da Cidade do México são formalmente chamados de capitalinos (em referência ao fato de a cidade ser a capital do país), mas "porque por capitalino ser a palavra mais educada, específica e correta, ela quase nunca é utilizada".[21]

A Cidade do México era tradicionalmente conhecida como La Ciudad de los Palacios ("a Cidade dos Palácios"), um apelido atribuído ao Barão Alexander von Humboldt. Quando visitou a cidade no século XIX, ele escreveu uma carta para a Alemanha, dizendo que a Cidade do México poderia rivalizar com qualquer grande cidade da Europa. O político inglês Charles Latrobe escreveu o seguinte: "... observem suas obras: os molhes, aquedutos, igrejas, estradas — e a luxuosa Cidade dos Palácios que surgiu das ruínas de barro de Tenochtitlán...", na página 84 da Carta V de The Rambler in Mexico.

Durante o período colonial, o lema da cidade era “Muy Noble e Insigne, Muy Leal e Imperial” (Muito Nobre e Distinto, Muito Leal e Imperial).[22][23]

História

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Período asteca

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Tenochtitlan no Lago de Texcoco, a capital dos astecas e uma das maiores cidades do mundo na época

A cidade de México Tenochtitlán foi fundada pelo povo asteca em 1325. A antiga capital asteca, agora chamada simplesmente de Tenochtitlan, foi construída em uma ilha no centro do Lago de Texcoco, no Vale do México, região que partilhava com uma cidade-Estado menor chamada de Tlatelolco.[24] Segundo a lenda, o principal deus responsável pelos mexicas, Huitzilopochtli, indicou o local onde eles deveriam construir a sua casa. O deus apresentou uma águia empoleirada em um cacto nopal com uma serpente em seu bico como um símbolo de onde a civilização asteca deveria construir a sua cidade.[25]

Entre 1325 e 1521, Tenochtitlan cresceu em tamanho e força, acabou dominando as outras cidades-Estados em torno do lago Texcoco e no Vale do México. Quando os espanhóis chegaram, o Império Asteca tinha conquistado grande parte da Mesoamérica, desde o Golfo do México até o Oceano Pacífico.[25]

Conquista espanhola

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Em 1521, soldados espanhóis liderados por Hernán Cortés invadiram o Império Asteca e ocuparam e saquearam sua capital, Tenochtitlán

Após o desembarque em Veracruz, o explorador espanhol Hernán Cortés avançou sobre Tenochtitlan com a ajuda de outros povos nativos, chegando à capital asteca em 8 de novembro de 1519.[27] Cortés e seus homens marcharam ao longo da calçada que conduzia à cidade de Iztapalapa e o governante da cidade, Moctezuma II, cumprimentou os espanhóis; eles trocaram presentes, mas a camaradagem não durou muito tempo.[28] Cortés colocou Moctezuma sob prisão domiciliar, na esperança de governar através da autoridade dele.[29]

As tensões aumentaram, até que na noite de 30 de junho de 1520 - durante uma luta conhecida como "La Noche Triste" - os astecas levantaram-se contra a invasão espanhola e conseguiram capturar e expulsar os europeus e seus aliados tlaxcaltecas.[30] Cortés reagrupou-se suas forças em Tlaxcala. Os astecas pensaram que os espanhóis tinham ido embora permanentemente e elegeram um novo rei, Cuitláhuac, mas ele morreu logo; o próximo rei foi Cuauhtémoc.[31]

Cortés começou um Cerco de Tenochtitlan em maio de 1521. Durante três meses, a cidade sofreu com a falta de comida e água, bem como a propagação da varíola trazida pelos europeus. Cortés e seus aliados desembarcaram suas forças na parte sul da ilha e lentamente abriram caminho através da cidade.[32] Cuauhtémoc rendeu-se em agosto de 1521. Os espanhóis praticamente arrasaram a cidade de Tenochtitlán durante o cerco final da conquista.[27]

Cortés primeiro se estabeleceu-se em Coyoacán, mas decidiu reconstruir a cidade asteca para apagar todos os vestígios da velha ordem.[27] Ele não estabeleceu um território sob o seu próprio domínio pessoal, mas permaneceu leal à coroa espanhola. O primeiro vice-rei espanhol chegou na Cidade do México quatorze anos mais tarde. Nessa época, a cidade tinha se tornado novamente uma importante cidade-Estado, tendo um poder que se estendia muito além de suas fronteiras.[33]

Embora os espanhóis tenham preservado o formato básico das ruas de Tenochtitlán, eles construíram igrejas católicas sobre os antigos templos astecas e reivindicaram os palácios imperiais para si.[33] Tenochtitlán foi rebatizada de "México" porque era uma palavra mais fácil de pronunciar em espanhol.[27]

Período colonial

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Vista da Cidade do México em 1628
A Catedral Metropolitana foi construída pelos espanhóis sobre as ruínas do Templo Mayor

A cidade foi a capital do Império Asteca e na era colonial, a Cidade do México tornou-se a capital do Vice-Reino da Nova Espanha. O vice-rei vivia no palácio vice-real na praça Zócalo. A Catedral Metropolitana da Cidade do México, a sede do arcebispado da Nova Espanha, foi construída em outro parte do Zócalo, sobre as ruínas do antigo Templo Mayor.

As cidades espanholas coloniais eram construídas em um padrão de quadras, ao menos se nenhum obstáculo geográfico impedisse. Na Cidade do México, o Zócalo (a praça principal) era o lugar central a partir do qual os quarteirões da cidade foram construídos. Os espanhóis viviam na área mais próxima à praça principal no que era conhecido como traza, em ruas tranquilas e bem ordenadas. As residências dos povos nativos foram colocadas fora dessa zona exclusiva e as casas eram remotamente localizadas.[34]

O Império Espanhol procurou manter os índios separados dos espanhóis, mas como o Zócalo era um centro comercial importante para os índios, eles eram uma presença constante na área central da cidade, o que fazia com que a rigorosa segregação étnica não fosse cumprida.[35] O Zócalo também era o palco de grandes celebrações, bem como de execuções. A praça também foi o local de duas grandes rebeliões no século XVII, uma em 1624 e outra em 1692.[36]

A cidade cresceu, assim como a sua população, o que deixou cada vez menos espaço para as águas do lago. Como a profundidade da água do lago oscilava, a Cidade do México estava sujeita a inundações periódicas. Um grande projeto de infraestrutura fez com que milhares de índios fossem postos em regime de trabalho forçado para evitar novas inundações. As enchentes não só eram um inconveniente, mas também um perigo para a saúde, uma vez que durante os períodos de cheias os dejetos humanos poluíam as ruas da cidade. Com a drenagem da área, a população de mosquitos caiu, assim como a frequência de doenças. No entanto, a drenagem dos pântanos também mudou o habitat para peixes e aves e as áreas de acesso para os cultivos de índios perto da capital.[37]

No século XVI, houve uma proliferação de igrejas, muitas das quais ainda podem ser vistas no centro histórico da capital mexicana.[33] Economicamente, a Cidade do México prosperou como resultado do comércio. Ao contrário do Brasil ou do Peru, o México tinha contato fácil com os oceanos Atlântico e Pacífico. Embora a coroa espanhola tenha tentado regulamentar completamente todo o comércio na cidade, a empreitada teve sucesso apenas parcial.[38]

O conceito de nobreza floresceu em Nova Espanha de uma forma não vista em outras partes da América. Os espanhóis encontraram uma sociedade na qual o conceito de nobreza parecido com o europeu, o que fez com que os conquistadores respeitassem e ampliassem a ordem de nobreza indígena. Nos séculos que se seguiram, um título nobre no México não significava grande poder político. O conceito de nobreza no México não era político, mas sim social e conservador, com base no merecimento da família. A maioria dessas famílias provaram o seu valor, fazendo fortunas na Nova Espanha fora da própria cidade e, em seguida, investindo suas receitas na capital, com a construção de novas igrejas, instituições de caridade e casas apalaçadas extravagantes. A mania de construir a residência mais opulenta possível atingiu seu auge na última metade do século XVIII. Muitos destes palácios ainda pode ser encontrado, o que fez com que Alexander von Humboldt desse a alcunha de "cidade de palácios" à capital mexicana.[27][33]

Independência e Guerra Mexicano-Americana

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Ataque estadunidense contra o Castelo de Chapultepec durante a Batalha da Cidade do México em 1847, parte da Guerra Mexicano-Americana

A ocupação espanhola durou três séculos, até que Miguel Hidalgo, um padre da povoação de Dolores, proclamou o famoso "grito de Dolores", iniciando a Guerra da Independência do México, que foi conquistada três anos depois. Após a proclamação da independência, em 27 de setembro de 1821, os conflitos que se travaram até final do século XIX dificultaram o desenvolvimento da cidade. Nos princípios do referido século, a cidade expandiu-se e nasceram as primeiras "colônias" residenciais, mas após a revolução o seu crescimento populacional aumentou.[40]

A Batalha da Cidade do México, parte da Guerra Mexicano-Americana, refere-se à série de enfrentamentos ocorridos entre 8 e 15 de setembro de 1847, na vizinhança da cidade. Incluem-se as principais ações nas batalhas de Molino del Rey e Chapultepec, culminando com a queda da Cidade do México. O Exército dos Estados Unidos, sob o comando de Winfield Scott, teve um grande sucesso que terminou com a guerra. A invasão estadunidense do Distrito Federal foi rejeitada pela primeira vez durante a Batalha de Churubusco, em 8 de agosto, quando o batalhão de São Patrício, que era composto principalmente de irlandeses católicos e imigrantes alemães, mas também por canadenses, ingleses, franceses, italianos, poloneses, escoceses, espanhóis, suíços e mexicanos, lutou pela causa mexicana ao repelir os ataques estadunidense. Depois de derrotar o Batalhão de São Patrício, a Guerra Mexicano-Americana chegou ao fim depois dos Estados Unidos implantar unidades de combate no México, o que resultou na captura da Cidade do México e de Veracruz pela 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Divisões do Exército dos EUA.[41] A invasão culminou com a tomada de Castelo de Chapultepec, na própria cidade.[42]

Durante esta batalha, em 13 de setembro, a 4ª Divisão, sob o comando de John A. Quitman, liderou o ataque contra Chapultepec e tomou o castelo. Os futuros generais confederados George E. Pickett e James Longstreet participaram do ataque. Servir na defesa mexicana foram os cadetes mais tarde imortalizada como Los Niños Héroes (os "Meninos Heróis"). As forças mexicanas foram para trás de Chapultepec e retiraram-se de dentro da cidade. Os ataques aos portões de Belén e San Cosme vieram depois. O Tratado de Guadalupe Hidalgo foi assinado no que é hoje o extremo norte da cidade.[43

Geografia

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Imagem de satélite da Região Metropolitana da Cidade do México

A Cidade do México está localizada no Vale do México, às vezes chamada de Bacia do México. Este vale está localizado no Eixo Neovulcânico, nos planaltos do centro-sul do México.[48][49] Tem uma altitude mínima de 2 200 metros acima do nível do mar e é cercada por montanhas e vulcões que atingem altitudes de mais de 5 000 metros.[50] Este vale não tem drenagem natural para as águas que fluem das montanhas, o que torna a cidade vulnerável a inundações. A drenagem foi manipulada através da utilização de canais e túneis a partir do século XVII.[48][50]

A Cidade do México repousa principalmente sobre o que era o lago Texcoco.[48] A atividade sísmica é frequente na região.[51] O Texcoco foi drenado a partir do século XVII. Embora o lago tenha desaparecido, a cidade repousa sobre seu saibro fortemente saturado. Esta base macia está em colapso devido ao excesso de extração de águas subterrâneas. Desde o início do século XX, a cidade afundou cerca de nove metros em algumas áreas, o que causa problemas com o escoamento e a gestão de águas residuais, levando a problemas de inundação, especialmente durante a estação chuvosa.[50][51] Todo o leito do lago está agora pavimentado e a maioria das áreas florestais restantes da cidade encontram-se nos bairros de Milpa Alta, Tlalpan e Xochimilco, na região sul.[51]

Chapultepec era um parque importante durante o Império Asteca, cujo acesso era limitado à nobreza; foi declarado aberto ao público por um decreto de Carlos V em 1530.[52][53] É um dos maiores parques urbanos do mundo.[52]

Chapultepec, o parque público mais emblemático da cidade, tem uma história que remonta aos imperadores astecas, que usavam a área como refúgio. Fica ao sul do bairro de Polanco e abriga o Zoológico de Chapultepec, o principal zoológico da cidade, vários lagos e sete museus, incluindo o Museu Nacional de Antropologia. Outros parques emblemáticos da cidade incluem a Alameda Central, reconhecida como o parque público mais antigo das Américas[54][55] o Parque México e o Parque España, no moderno bairro de Condesa ; o Parque Hundido e o Parque de los Venados, em Colonia del Valle ; e o Parque Lincoln, em Polanco.[56]

A Cidade do México tem três zoológicos: Chapultepec, San Juan de Aragón e Los Coyotes. O Zoológico de Chapultepec está localizado na primeira seção do Parque Chapultepec, no Parque Miguel Hidalgo. Foi inaugurado em 1924.[57] Os visitantes podem ver cerca de 243 exemplares de diferentes espécies, incluindo cangurus, panda-gigante, gorilas, caracal, hiena, hipopótamos, onça-pintada, girafa, lêmure, leão, entre outros.[58] O Zoológico San Juan de Aragón fica próximo ao Parque San Juan de Aragón, no Parque Gustavo A. Madero. Neste zoológico, inaugurado em 1964,[59] há espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e o lobo-mexicano. Outros animais que podem ser vistos são a águia-real, o antílope-americano, o carneiro-selvagem, o caracará, as zebras, o elefante-africano, a arara, o hipopótamo, entre outros.[60] O Zoológico Los Coyotes é um zoológico de 11,2 hectares localizado ao sul da Cidade do México, em Coyoacán. Foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1999.[61] Possui mais de 301 exemplares de 51 espécies de fauna selvagem nativa ou endêmica da região, incluindo águias, ajolotes, coiotes, araras, linces, lobos-mexicanos, guaxinins, pumas, teporingos, raposas e veados-de-cauda-branca.[62]

Chinampas no bairro de Xochimilco

O clima da Cidade do México é considerado oceânico (Cwb de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger). A temperatura média anual é de 17 °C. O verão é morno, com precipitação, e o inverno é fresco, com pouca precipitação. Ao longo do ano, normalmente, a temperatura mínima nos meses mais frios é de 6 °C e a temperatura máxima nos meses mais quentes é de 26 °C e raramente são inferiores a 1 °C ou superiores a 30 °C.[63]

A região do Vale do México recebe sistemas anticiclónicos. Os ventos fracos destes sistemas não permitem a dispersão, fora da bacia, dos poluentes atmosféricos que são produzidos pelas 50 mil indústrias e 4 milhões de veículos que circulam em torno da área metropolitana.[64]

A estação chuvosa vai de junho a outubro, quando ventos trazem umidade tropical do mar. A estação seca vai de novembro a maio, quando o ar é relativamente seco. Esta estação seca subdivide-se em um período de frio e um período quente. O período de frio ocorre de novembro a fevereiro, quando as massas de ar polares vêm partir do norte e mantém o ar bastante seco. O período quente se estende de março a maio, quando os ventos tropicais voltam a dominar, mas ainda não carregam umidade suficiente para a chuva.[65]

A região recebe cerca de 610 milímetros de precipitação anual, que concentram-se de junho a setembro, com pouca ou nenhuma precipitação no restante do ano.[50] O vale central do México raramente recebe precipitação na forma de neve durante o inverno; os dois últimos casos registrados de um evento como esse foram em 5 de março de 1940 e 12 de janeiro de 1967.

A temperatura mais baixa já registrada foi de -7,4 °C e a temperatura mais alta foi de 33,9 °C.[66]

Dados climatológicos para Cidade do México
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 22 23 25 26 26 25 24 24 23 23 22 22 23,8
Temperatura média (°C) 14 15 17 19 19 19 18 18 17 16 15 14 16,8
Temperatura mínima média (°C) 6 8 10 12 13 14 13 13 13 11 8 7 10,7
Chuva (mm) 7,3 6,2 6,1 13,2 37,4 114,3 125,1 119,6 117,5 49,8 10,6 3,3 610,4
Dias com chuva 1 1 2 4 9 20 23 23 20 10 3 1 117
Fonte: Weather Spark (médias mensais de temperatura, acumulado de chuva e dias com chuva)

Problemas ambientais

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Vista da poluição atmosférica na cidade

Na década de 1990, a Cidade do México tornou-se famosa como uma das cidades mais poluídas do mundo; no entanto, a cidade tornou-se um modelo por reduzir drasticamente os níveis de poluição. Em 2014 a poluição por monóxido de carbono caiu drasticamente, enquanto os níveis de dióxido de enxofre e dióxido de azoto foram quase três vezes menores do que os registrados em 1992. Apesar dos esforços de limpeza, a região metropolitana ainda é a parte mais poluída por ozônio do país, com os níveis de ozônio até 2,5 vezes superiores aos limites de segurança definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).[67]

Para acabar com a poluição, os governos federal e locais implementaram vários planos, como o acompanhamento constante e relatórios de condições ambientais, como de ozônio e óxido de nitrogênio.[68] Quando os níveis destes dois poluentes atingem patamares críticos, ações de contingência são implementadas, como fechamento de fábricas, mudança do horário escolar e prorrogação do programa um dia sem carro para dois dias da semana.[68]

O governo também instituiu melhorias tecnológicas industriais, uma inspeção bianual rigorosa de emissões dos veículos e a reformulação de combustíveis como gasolina e diesel.[68] A introdução do ônibus de trânsito rápido Metrobus e o programa de compartilhamento de bicicletas Ecobici também estão entre os esforços para incentivar formas de transportes alternativas e mais ecológicas.[67]

Demografia

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População da Cidade do México
AnoPop.±%
1900541.516[69]    
19503.365.081    
19605.479.184    
19708.830.947    
198013.027.620    
199015.642.318    
200018.457.027    
201020.136.681    
201921.671.908    
para a região metropolitana da Cidade do México[70]

Durante o período Porfiriato, no início do século XX, as classes média e alta ricas começaram a migrar para o oeste e para o sul da periferia da cidade.[71] Isso levou a uma divisão de classes entre as classes alta e baixa da Cidade do México.[72] Os bairros ricos, como Colonia Roma, Polanco e Anzures, localizavam-se na zona oeste da cidade, perto do centro histórico, enquanto os bairros operários ficavam na zona leste, no leito do antigo Lago Texcoco.[73] Ao longo do século XX, isso levou à criação de assentamentos menos desenvolvidos, como Iztapalapa e Tláhuac, na zona leste.[72]

De acordo com o censo de 1921, 54,78% da população da cidade era considerada mestiça (indígena misturada com europeia), 22,79% considerada europeia e 18,74% considerada indígena.[74]

Até a década de 1990, o Distrito Federal era a entidade federal mais populosa do México, mas desde então, sua população se manteve estável em torno de 8,7 milhões de habitantes. O crescimento da cidade estendeu-se para além dos limites da cidade propriamente dita, abrangendo 59 municípios do Estado do México e um no estado de Hidalgo.[75] Com uma população de aproximadamente 19,8 milhões de habitantes (2008),[76] é uma das conurbações mais populosas do mundo. No entanto, a taxa anual de crescimento da área Metropolitana é muito menor do que a de outras grandes aglomerações urbanas no México,[77] um fenômeno provavelmente atribuível à política ambiental de descentralização. A taxa de migração líquida da Cidade do México de 1995 a 2000 foi negativa.[78]

Metrópole

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Grande Cidade do México e Cidade do México

A área metropolitana, Grande Cidade do México (Zona Metropolitana del Valle de México ou 'ZMVM' em espanhol), é composta pela própria Cidade do México, mais 60 municípios no Estado do México e um no estado de Hidalgo . Com uma população de 21.804.515 (censo de 2020), a Grande Cidade do México é a maior e mais densa área metropolitana do país. Dos cerca de 21,8 milhões, 9,2 milhões vivem na Cidade do México propriamente dita e 12,4 milhões no Estado do México (cerca de 75% da população do estado), incluindo os municípios de:[79]

A Megalópole da Cidade do México, conforme definida antes de 2019. Desde então, o estado de Querétaro também está incluído.

A Grande Cidade do México, por sua vez, faz parte de uma megalópole ainda maior, oficialmente conhecida como Corona regional del centro de México (megalópole da Cidade do México), com uma população de 33,4 milhões, mais de um quarto da população do país, segundo o censo de 2020. A megalópole, conforme definida pela Comissão Ambiental da Megalópole (CAMe), abrange a Cidade do México e os estados do México, Hidalgo, Puebla, Tlaxcala, Morelos e, desde 2019, Querétaro,[80] englobando, portanto, as áreas metropolitanas da Cidade do México, Puebla, Querétaro, Toluca, Cuernavaca, Pachuca e outras.[81]

A Grande Cidade do México foi a área metropolitana de crescimento mais rápido do país até o final da década de 1980. Desde então, as políticas governamentais têm apoiado a descentralização com o objetivo de reduzir a poluição na região metropolitana. Embora ainda esteja crescendo, a taxa anual de crescimento diminuiu e é menor do que a da Grande Guadalajara e da Grande Monterrey.[77] A taxa de migração líquida da Cidade do México propriamente dita, de 1995 a 2000, foi negativa,[82] o que implica que os residentes estão se mudando para os subúrbios da área metropolitana ou para outros estados do México.[82]

Panorama of Mexico City from Torre Latinoamericana

Religião

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Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe em La Villa de Guadalupe, principal local de peregrinação católica nas Américas. Abriga a imagem original de Nossa Senhora de Guadalupe .

A maioria (82%) dos residentes da Cidade do México é católica, um pouco abaixo da porcentagem nacional de 87% registrada no censo de 2010, o que a torna a maior denominação cristã, embora seu número tenha diminuído nas últimas décadas.[83]

Muitas outras religiões e filosofias também são praticadas na cidade: diversos grupos protestantes, diferentes tipos de comunidades judaicas, budistas, islâmicas e outros grupos espirituais e filosóficos. Há também um número crescente[84] de pessoas sem religião, sejam agnósticas ou ateias. O santo padroeiro da Cidade do México é São Filipe de Jesus, um missionário católico mexicano que se tornou um dos Vinte e Seis Mártires do Japão.

A Arquidiocese Católica Romana do México, cuja sede é a Catedral Metropolitana da Cidade do México, é a maior arquidiocese do mundo.[85]

Quartel-general da Polícia Federal na Cidade do México

Entre 2000 e 2004, uma média de 478 crimes foram relatados por dia na Cidade do México; no entanto, acredita-se que a taxa real de criminalidade seja muito maior, "já que a maioria das pessoas reluta em denunciar crimes".[86] Sob as políticas implementadas pelo prefeito Marcelo Ebrard entre 2009 e 2011, a cidade passou por uma grande modernização da segurança, com as taxas de crimes violentos e pequenos delitos caindo significativamente, apesar do aumento da criminalidade violenta em outras partes do país. Algumas das políticas implementadas incluíram a instalação de 11 mil câmeras de segurança pela cidade e uma grande expansão da força policial. A Cidade do México tem uma das maiores proporções de policiais por habitante do mundo, com um policial uniformizado para cada 100 cidadãos.[87] Desde 1997, a população carcerária aumentou em mais de 500%.[88] O cientista político Markus-Michael Müller argumenta que os vendedores ambulantes informais são os mais afetados por essas medidas. Ele vê a punição "relacionada com a crescente politização das questões de segurança e crime e a consequente criminalização das pessoas que vivem à margem da sociedade urbana, em particular aquelas que trabalham na economia informal da cidade".[88]

Em 2016, a incidência de feminicídios foi de 3,2 por 100 mil habitantes, sendo a média nacional de 4,2.[89] Um relatório do governo municipal de 2015 constatou que duas em cada três mulheres com mais de 15 anos na capital sofreram alguma forma de violência.[90] Além do assédio nas ruas, um dos locais onde as mulheres na Cidade do México são submetidas à violência é no transporte público e em seus arredores. Anualmente, o Metrô da Cidade do México recebe 300 denúncias de assédio sexual.[91]

Grupos étnicos

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Representando cerca de 18,74% da população da cidade, os povos indígenas de diferentes áreas do México migraram para a capital em busca de melhores oportunidades econômicas. O náuatle, o otomí, o mixteco, o zapoteco e o mazaua são as línguas indígenas com o maior número de falantes na Cidade do México.[92] De acordo com o Censo de 2020, 2,03% da população da cidade se identificou como negra, afro-mexicana ou de ascendência africana.[93]

Além disso, a Cidade do México abriga grandes comunidades de expatriados e imigrantes do resto da América do Norte (Estados Unidos e Canadá), da América do Sul (principalmente da Argentina e Colômbia, mas também do Brasil, Chile, Uruguai e Venezuela), da América Central e Caribe (principalmente de Cuba, Guatemala, El Salvador, Haiti e Honduras); da Europa (principalmente da Espanha, Alemanha e Suíça, mas também da República Tcheca, Hungria, França, Itália, Irlanda, Holanda, Polônia e Romênia),[94][95] e do mundo árabe (principalmente do Líbano e de outros países como Síria e Egito).[96]

A Cidade do México abriga a maior população de americanos que vivem fora dos Estados Unidos. As estimativas chegam a 700 mil americanos vivendo na Cidade do México, enquanto em 1999 o Escritório de Assuntos Consulares dos EUA estimou que mais de 440 mil americanos viviam na região metropolitana.[97][98]

Governo e política

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Distrito Federal

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Assembleia Legislativa da Cidade do México
Palácio Nacional do México

A Acta Constitutiva de la Federación de 31 de Janeiro de 1824, e a Constituição Federal de 4[99] de outubro de 1824 fixa a organização política e administrativa dos Estados Unidos Mexicanos depois da Guerra da Independência. Além disso, a Secção XXVIII do artigo 50 deu ao novo Congresso o direito de escolher a localização do governo federal. Esta localização, então, seria apropriada como terra federal, com o governo federal agindo como autoridade local. Os dois principais candidatos para se tornar a capital eram a Cidade do México e Querétaro.[100]

Devido em grande parte à persuasão do representante Servando Teresa de Mier, a Cidade do México foi escolhida porque era o centro populacional e histórico do país, apesar de Querétaro ser mais perto do centro geográfico do país. A escolha foi oficializada em 18 de novembro de 1824 e o Congresso delineou uma superfície de duas léguas quadradas centrada na Praça da Constituição, ou El Zócalo. Esta área foi então separada do Estado do México, forçando o governo daquele estado a mover a partir do Palácio da Inquisição (hoje Museu de Medicina do México), na cidade de Texcoco. Esta área não inclui os centros populacionais das cidades de Coyoacán, Xochimilco, Mexicaltzingo e Tlalpan, todos as quais permaneceu como parte do estado do México.[101]

Em 1941, o bairro Geral Anaya foi incorporado ao Departamento Central, que foi então renomeado para "Cidade do México" (revivendo assim o nome, mas não o município autônomo). De 1941 a 1970, o Distrito Federal era composto por doze delegações. Em 1970, a capital foi dividida em quatro delegações diferentes: Cuauhtémoc, Miguel Hidalgo, Venustiano Carranza e Benito Juárez, aumentando o número de delegações a dezesseis. Desde então, de facto, todo o Distrito Federal, cujas delegações até então formavam uma área urbana quase única, passou a ser considerado um sinônimo de Cidade do México.[102]

A falta de uma estipulação de jure deixou um vácuo legal que levou a uma série de discussões estéreis sobre se um conceito tinha engolido o outro ou se este último deixou de existir completamente. Em 1993, esta situação foi resolvida por uma emenda ao artigo 44 da Constituição segundo o qual a Cidade do México e o Distrito Federal são sinônimos. Esta alteração foi posteriormente introduzida no segundo artigo do Estatuto do Governo do Distrito Federal.[102]

Estrutura política

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Palácio Legislativo de San Lázaro

A Cidade do México não tem uma constituição, como os estados da União, mas sim um Estatuto de Governo. Como parte de suas recentes mudanças de autonomia, o orçamento é administrado localmente; é proposto pelo chefe de governo e aprovado pela Assembleia Legislativa. No entanto, é o Congresso da União que define o teto para a dívida pública interna e externa emitida pela Cidade do México.[103]

De acordo com o artigo 44 da Constituição mexicana, no caso da capital ser movida para outra cidade, o Distrito Federal seria transformado em um novo estado, que seria chamado "Vale do México". Em 2012, foram realizadas eleições para o cargo de chefe de governo e para os representantes da Assembleia Legislativa. Chefes de governo são eleitos para um mandato de 6 anos sem a possibilidade de reeleição. Tradicionalmente, esta posição tem sido considerada como o segundo cargo executivo mais importante no país.[104]

A Cidade do México participou, no dia 12 de outubro de 1982 da União das Cidades Capitais da Iberoamérica,[105] estabelecendo relação de cidade-irmã com as seguintes cidades:

Subdivisões

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Mapa das demarcações territoriais da Cidade do México.
Mapa das demarcações territoriais da Cidade do México.

Para efeitos administrativos, a Cidade do México encontra-se dividida em 16 demarcações territoriais, antes conhecidas como delegações. Trata-se de divisões territoriais e político-administrativas semelhantes a dos municípios mexicanos, embora haja diferenças jurídicas e administrativas. As demarcações territoriais da Cidade do México, de acordo com a seção 4 do artigo 53 da Constituição Política da Cidade do México, são as seguintes:[106]

O Paseo de la Reforma é uma ampla avenida projetada por Ferdinand von Rosenzweig na década de 1860 e foi modelada segundo os Champs-Élysées em Paris. [107]
Parque La Mexicana no distrito de Santa Fé

A Cidade do México foi, durante boa parte da história do México independente, seu principal centro econômico. No século XIX, os municípios periféricos da entidade possuíam uma economia baseada na agricultura e no comércio dos bens produzidos por esta atividade e outras manufaturas complementares. Tanto os produtos agropecuários como os obrajes eram bens de consumo cujo principal ponto de comércio era a Cidade do México. Esta, por seu caráter de capital nacional, se especializava na prestação de serviços associados à administração pública. Alguns de seus habitantes também eram trabalhadores agrícolas, mas quase todos eles estavam concentrados nos setores de serviços e na insuficiente indústria.

Durante o século XIX, as principais atividades industriais no Distrito Federal foram nos ramos têxtil e papeleiro. No final desse século, durante o governo porfirista foram introduzidos teares mecânicos em fábricas como La Magdalena e La Fama,[108] tanto que a produção papeleira florescia em Peña Pobre e Loreto.

A indústria capitalista se transformou até o início do século XX, quando se promoveu um modelo de substituição de importações.[109] Entre as décadas de 1950 e 1980, o Distrito Federal chegou a produzir 36% do PIB nominal nacional.[110] Depois o Distrito Federal perdeu importância no PIB nacional, alcançando apenas 25% do total no começo do século XXI.

Igualmente, o Distrito Federal dava emprego a 45% dos trabalhadores da indústria manufaturada no México em 1980, mas, uma década mais tarde, a proporção havia caído para 33%. Das quinhentas empresas mais importantes do país, em 1982, a Cidade do México abrigava 257 delas. Sete anos mais tarde só permaneciam na capital mexicana 145.[111]

Bolsa Mexicana de Valores

O retrocesso da atividade industrial no Distrito Federal implicou, por uma parte, no crescimento em termos relativos dos ingressos aportados pelo setor terciário (de serviços), e por outra parte, também se refletiu no crescimento da economia informal na cidade. Apesar de todos esses retrocessos, depois da crise mexicana das décadas de 1980 e 1990, o Distrito Federal foi uma das poucas entidades federativas cuja participação no PIB nacional melhorou. Passou de 21% em 1998 para 23% em 1996. Com isso, a renda per capita aumentou, devido em parte à contração demográfica resultante do terremoto de 1985.[112]

Em 2004 produziu 20,52% do PIB nacional mexicano,[113] que equivale a quase 133 milhões de dólares. O PIB per capita da cidade também é superior ao do México, estimado em US$ 18 321.[114] Esse valor equivale a 2,5 vezes o PIB per capita mexicano e é similar a de países como Portugal, Estônia, Porto Rico e Barbados.

De acordo com um estudo realizado pela PricewaterhouseCoopers, a Cidade do México e sua área metropolitana ocupavam o oitavo lugar das cidades mais ricas do mundo ao ter um GPD de 331 000 milhões de dólares que deve se duplicar, segundo o mesmo estudo, até 2020.[115]

Infraestrutura

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O Centro Médico Nacional do Século XXI, administrado pelo Instituto Mexicano de Seguro Social (IMSS).

A Cidade do México abriga alguns dos melhores hospitais privados do país, incluindo o Hospital Ángeles, o Hospital ABC e a Médica Sur. O IMSS, instituição pública nacional de saúde para funcionários do setor privado, possui suas maiores instalações na Cidade do México — incluindo o Centro Médico Nacional e o Centro Médico La Raza.[116]

Educação

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Cidade Universitária da Universidade Nacional Autónoma de México, um Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 2007[117]
El Colegio de México, dedicado ao ensino superior e à pesquisa nas ciências sociais e humanas

A Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), é a maior universidade no continente, com mais de 300 mil estudantes de todas as origens. Três prêmios Nobel, vários empresários e a maioria dos presidentes contemporâneos do México estão entre os seus ex-alunos. A UNAM realiza 50% da pesquisa científica nacional e tem presença em todo o país, com campi satélites, observatórios e centros de pesquisa. A UNAM foi classificada na 74.ª posição na classificação universitária publicada pela Times Higher Education (então chamado Times Higher Education Supplement) em 2006, sendo a instituição de ensino superior melhor classificada no mundo de língua espanhola. O principal campus da universidade, conhecida como Ciudad Universitaria, foi nomeado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2007.[118]

A cidade tem escolas que pertencem às duas grandes universidades da cidade e do país, no caso da Universidad Nacional Autónoma de México se encontram a Escuela Nacional Preparatória e o Colegio de Ciências y Humanidades e, por outro lado, tem-se o Instituto Politécnico Nacional com o Centro de Estudios Científicos y Tecnológicos e o Centro de Estudios Tecnológicos. Em seguida temos as instituições que pertencem ao Ministério da Educação como o Colégio de Bacharéis, Centros de Estudios Tecnológicos, Industriales y de Servicios e o Colegio Nacional de Capacitación Profesional, bem como a recente criação da Instituto de Ensino Médio Superior da Cidade do México, que é administrado pelo governo local. Na Cidade do México estão os mais populares e importantes centros de ensino de nível superior, como Universidade Nacional Autônoma do México, Instituto Politécnico Nacional, Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, Universidade Autónoma Metropolitana e El Colegio de México. A prestigiosa Universidade da Califórnia também mantém um campus conhecido como "Casa de California" na cidade.[119]

Transportes

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Em 2019, o designer gráfico Lance Wyman foi contratado para criar um mapa integrado do sistema de transporte público multimodal; ele apresentou um novo logotipo para o Sistema de Movilidad Integrada, descrevendo oito modos distintos de transporte. A chefe do governo, Claudia Sheinbaum, disse que a marca seria usada para um novo cartão de pagamento único para simplificar a cobrança de tarifas de transporte público.[120]

Aeroportos

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Aeroporto Internacional da Cidade do México

O Aeroporto Internacional da Cidade do México é o principal aeroporto da Cidade do México (código IATA : MEX) e serve como hub da Aeroméxico (SkyTeam). O Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (código IATA: NLU), mais conhecido como AIFA, é o segundo aeroporto da Cidade do México e foi inaugurado em 2022. Ele serve como hub da companhia aérea estatal Mexicana de Aviación. Está localizado em Zumpango, Estado do México, 48,8 quilômetros a nordeste do centro histórico da Cidade do México.[121]

Ferrovias

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A cidade é servida pelo Metrô da Cidade do México, com 225 quilômetros de extensão, o segundo maior da América do Norte e o maior da América Latina, teve seus primeiros trechos inaugurados em 1969 e expandiu-se para 12 linhas com 195 estações, transportando 4,4 milhões de pessoas todos os dias.[122]

Mexico City Metro
Mexico City Metro
Tren Ligero
Tren Ligero
Tren Suburbano
Tren Suburbano
Tren Interurbano
Tren Interurbano

A rede Tren Ligero consiste em apenas uma linha, o Trem Leve de Xochimilco. O serviço tem origem na estação Tasqueña, no bairro de Coyoacán, onde se conecta com a Linha 2 do Metrô da Cidade do México e percorre os bairros de Tlalpan e Xochimilco.[123]

O Tren Suburbano serve como o principal sistema de trens suburbanos que atende a região metropolitana da Cidade do México. Atualmente, é composto por apenas uma linha, a Linha 1. Os trens partem da estação ferroviária de Buenavista, no bairro de Cuauhtémóc, e seguem para os municípios de Tlalnepantla, Tultitlán e Cuautitlán Izcalli, no Estado do México.[124]

Desde 2026, a Cidade do México conta com trens suburbanos adicionais, sob a denominação geral de Tren Interurbano. Esses trens são operados pela Agencia de Trenes y Transporte Público Integrado (ATTRAPI). O El Insurgente parte da estação ferroviária Observatorio, no bairro de Álvaro Obregón, e segue para oeste até Toluca, no Estado do México. O Tren Felipe Ángeles parte da estação ferroviária Buenavista e oferece conexão ferroviária direta com o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles. Um terceiro serviço do Tren Interurbano está atualmente em construção e ligará a Cidade do México a Pachuca, no estado de Hidalgo. Este serviço partirá da estação ferroviária de Buenavista e deverá iniciar as operações em 2027.[125]

Estação ferroviária de Buenavista

Até 1997, a estação ferroviáriade Buenavista era o centro de muitos trens de passageiros de longa distância operados pela extinta Ferrocarriles Nacionales de México (N de M), que conectavam a Cidade do México com outras grandes cidades do país.[126] Em 2025, teve início a construção do Tren Ciudad de México–Querétaro, um serviço ferroviário de passageiros que partirá da estação Buenavista e ligará Santiago de Querétaro. A previsão é de que o serviço entre em operação no final de 2027. Assim como os serviços do Tren Interurbano, este novo serviço será operado pela Agencia de Trenes y Transporte Público Integrado (ATTRAPI). No mesmo ano, teve início a construção de um trecho entre Querétaro e Irapuato, Guanajuato, que deverá fazer parte do projeto maior do Tren Ciudad de México–Guadalajara.[127][128]

Bicicletas

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Bicicletas disponíveis para aluguel na Zona Rosa

O governo local da Cidade do México supervisiona a administração do Ecobici, o segundo maior sistema de compartilhamento de bicicletas da América do Norte. Criado para promover o transporte urbano sustentável, o Ecobici facilita o acesso conveniente a bicicletas tanto para moradores quanto para visitantes. Em setembro de 2013, o sistema contava com 276 estações estrategicamente posicionadas em uma extensa área que se estendia do Centro Histórico a Polanco, um bairro importante da cidade. Dentro dessa rede, aproximadamente 4 mil bicicletas estão disponíveis para uso público, permitindo que as pessoas se desloquem pela região metropolitana de forma eficiente e reduzam a dependência de meios de transporte motorizados tradicionais.[129][130][131]

Metrobús
Metrô
Mexibús
Mexibús
Trolebús
Trolebus
RTP
RTP

The Metrobús é a principal rede de ônibus de trânsito rápido da cidade. A Linha 1 foi inaugurada em 2005 e, desde então, se expandiu para sete percursos diferentes. Os percursos passam por muitas das principais ruas da cidade, como o Paseo de la Reforma e a Avenida de los Insurgentes.[132]

O Mexibús é a outra rede de ônibus de trânsito rápido que atende a cidade, mas opera principalmente em municípios vizinhos no Estado do México. O serviço foi lançado em 2010 e consiste em quatro linhas. Essas linhas têm conexões com o Metrô da Cidade do México nas estações Ciudad Azteca, Pantitlán e La Raza.[133]

A rede de trólebus da Cidade do México consiste em oito linhas.[134]

A maioria das outras linhas de ônibus urbanas da cidade opera como parte da Rede de Transporte de Passageiros (RTP).[135]

Teleférico

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Teleférico da Cidade do México

Desde 2021, a Cidade do México é servida por uma rede de teleféricos, conhecida como Cablebús, que atende às áreas mais montanhosas e de maior altitude da cidade. A rede consiste em três linhas, com mais três linhas planejadas.[136]

A Cidade do México possui uma extensa rede viária e um uso relativamente alto de carros particulares, estimado em mais de 4,5 milhões em 2016.[137] Existe um programa ambiental, chamado Hoy No Circula ("Hoje Não Circula", ou "Um Dia sem Carro"), no qual veículos que não passaram no teste de emissões são impedidos de circular em determinados dias, de acordo com o último dígito de suas placas, numa tentativa de reduzir a poluição e o congestionamento do trânsito.[138][139][140]

A sede da Televisa na Cidade do México

A cidade é o centro mais importante do país para as indústrias de mídia impressa e publicação de livros. São publicados dezenas de jornais diários, incluindo El Universal, Excélsior, Reforma e La Jornada. Outros jornais importantes incluem Milenio, Crónica, El Economista e El Financiero.[141][142]

As duas maiores empresas de mídia do mundo hispânico, Televisa e TV Azteca, têm sede na Cidade do México. A Televisa costuma se apresentar como a maior produtora de conteúdo em espanhol.[143]

Palacio de Bellas Artes

Como foi a capital de um vasto império pré-hispânico e também a capital do mais rico vice-reinado dentro do Império Espanhol (que dominava vastos territórios na América e nas Índias Ocidentais), e, finalmente, a capital do Estados Unidos Mexicanos, a Cidade do México tem uma história rica de expressão artística. Desde o período pré-clássico mesoamericano os habitantes dos assentamentos em torno do lago Texcoco produziram muitas obras de arte e artesanato complexos, alguns dos quais são hoje exibida no mundialmente famoso Museu Nacional de Antropologia e no museu do Templo Mayor.

Grande parte do início de arte colonial resultou de códices (livros ilustrados astecas), com o objetivo de recuperar e preservar alguma iconografia indígena asteca. A partir de então, as expressões artísticas no México eram em sua maioria religiosas. A Catedral Metropolitana ainda exibe obras de Juan de Rojas, Juan Correa e uma pintura a óleo cuja autoria foi atribuída a Murillo.

Museu Nacional de Arte

Durante o século XIX, um importante produtor de arte era a Academia de San Carlos, fundada durante a época colonial, e que mais tarde tornou-se a Escola Nacional de Artes Plásticas, incluindo pintura, escultura e design gráfico, uma das escolas de arte da UNAM.[144] Muitos dos trabalhos produzidos pelos alunos e professores daquela época agora são exibidos no Museu Nacional de São Carlos. Um dos estudantes, José María Velasco Gómez, é considerado um dos maiores pintores de paisagens mexicanas do século XIX.[145]

Após a Revolução Mexicana, um movimento artístico de vanguarda originado na Cidade do México: o muralismo. Muitas das obras de muralistas de José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e Diego Rivera são exibidas em vários edifícios na cidade, mais notavelmente no Palácio Nacional e do Palacio de Bellas Artes. Frida Kahlo, a esposa de Rivera, com uma forte expressão nacionalista, foi também uma das mais renomadas pintoras mexicanas. Sua casa tornou-se um museu que exibe muitas das suas obras.[146]

Museu Frida Kahlo

A Cidade do México possui inúmeros museus dedicados à arte, incluindo arte colonial mexicana, arte moderna e contemporânea e arte internacional. O Museu Tamayo foi inaugurado em meados da década de 1980 para abrigar a coleção de arte contemporânea internacional doada pelo pintor mexicano Rufino Tamayo. Além disso, segundo a Secretaria de Turismo, a cidade possui cerca de 170 museus — figurando entre as dez cidades com maior número de museus no mundo.[147][148]

O Museu Tamayo foi inaugurado em meados dos anos 1980 para abrigar a coleção de arte contemporânea internacional doada pelo famoso pintor mexicano Rufino Tamayo. A coleção inclui obras de Picasso, Klee, Kandinsky, Warhol e muitos outros, embora a maior parte da coleção fique armazenada enquanto exposições são realizadas. O Museu de Arte Moderna é um repositório de artistas mexicanos do século XX, incluindo Rivera, Orozco, Siqueiros, Kahlo, Gerzso, Carrington, Tamayo, entre outros, e também organiza regularmente exposições temporárias de arte moderna internacional. No sul da cidade, o Museu de Arte Carrillo Gil reúne um mostruário com artistas de vanguarda, assim como o Museu Universitário de Arte Contemporânea, projetado pelo famoso arquiteto mexicano Teodoro González de León e inaugurado no final de 2008.[149]

O Museu Soumaya, o nome da esposa do magnata mexicano Carlos Slim, tem a maior coleção privada de esculturas originais de Rodin fora de Paris. Ele também tem uma grande coleção de esculturas de Salvador Dali, e recentemente começou a mostrar peças em sua coleção mestres, incluindo El Greco, Velázquez, Picasso e Canaletto. O museu inaugurou uma nova instalação de design futurista em 2011 ao norte de Polanco.[150]

Museu Soumaya

A Colección Jumex é um museu de arte contemporânea localizado no terreno da empresa de suco Jumex no subúrbio industrial do norte de Ecatepec e mantém a maior coleção provada de arte contemporânea na América Latina, bem como exposições itinerantes pelos principais artistas contemporâneos.[151]

O Museu de San Ildefonso, alojado no Antigo Colégio de São Ildefonso, no distrito do centro histórico da Cidade do México, é um edifício do século XVII que hospeda regularmente exposições de arte mexicana e internacional, como de David LaChapelle e Ron Mueck. O Museu Nacional de Arte também está localizado em um antigo palácio no centro histórico. Ele abriga uma grande coleção de obras de todos os grandes artistas mexicanos dos últimos 400 anos e também abriga exposições regulares.[152]

O Teatro da Cidade, construído em 1918.

A Cidade do México abriga diversas orquestras que oferecem programas de temporada. Entre elas, a Filarmônica da Cidade do México,[153] que se apresenta na Sala Ollin Yoliztli; a Orquestra Sinfônica Nacional, cuja sede é o Palácio de Belas Artes, uma obra-prima dos estilos art nouveau e art déco; a Orquestra Filarmônica da Universidade Nacional Autônoma do México (OFUNAM),[154] e a Orquestra Sinfônica Minería,[155] ambas se apresentam na Sala Nezahualcóyotl, que foi a primeira sala de concertos com palco envolvente no Hemisfério Ocidental quando inaugurada em 1976.[154][155]

Gastronomia

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Tacos de rua na Cidade do México

Considerado outrora comida plebeia, no século XIX os tacos já eram um prato básico da culinária da Cidade do México. Enquanto as autoridades lutavam para tributar as taquerias locais, impondo exigências de licenciamento e penalidades, registravam alguns detalhes sobre os tipos de comida servidos por esses estabelecimentos. A referência mais frequente era aos tacos de barbacoa. Também eram mencionadas enchiladas, tacos de minero e gorditas, além de lojas de ostras e barracas de peixe frito. Há evidências de que algumas especialidades regionais eram disponibilizadas para imigrantes recentes; pelo menos duas lojas serviam pozole, um tipo de ensopado semelhante ao hominy, prato típico de Guadalajara, Jalisco.[156]

Na lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo de 2023, publicada pela revista britânica Restaurant, a Cidade do México ficou em 13º lugar com o restaurante mexicano de vanguarda Pujol, do chef mexicano Enrique Olvera.[157] Também digno de nota é o restaurante de fusão basco-mexicana Biko, administrado e copropriedade de Bruno Oteiza e Mikel Alonso, que ficou fora da lista, em 59º lugar, mas em anos anteriores figurou entre os 50 melhores.[158] Outro restaurante que entrou na lista em 2019 foi o Sud 777, em 58º lugar.[159] Em 2024, sete restaurantes da cidade receberam estrelas Michelin.[160]

Estadio Azteca
Estadio Olímpico Universitario
Autódromo Hermanos Rodríguez
Arena da Cidade do México

O futebol é o esporte mais popular e com maior número de transmissões televisivas no México. Seus principais estádios na Cidade do México incluem o Estádio Azteca, casa da seleção mexicana e dos gigantes América e Cruz Azul, com capacidade para 91.653 torcedores, o que o torna o maior estádio da América Latina. O Estádio Olímpico, na Cidade Universitária, é a casa do gigante do futebol Universidad Nacional, com capacidade para mais de 69 mil pessoas.[161] O Estádio Cidade dos Esportes, com capacidade para cerca de 34 mil torcedores, fica próximo ao World Trade Center da Cidade do México, no bairro de Nochebuena, e abriga o histórico Estádio Atlante.[162]

O México sediou a Copa do Mundo da FIFA em 1970 e 1986, e o Estádio Azteca é o primeiro estádio na história da Copa do Mundo a sediar a final duas vezes. A cidade será uma das sedes da Copa do Mundo da FIFA de 2026. [163] A Cidade do México foi a primeira cidade latino-americana a sediar os Jogos Olímpicos, tendo recebido os Jogos Olímpicos de Verão de 1968, vencendo a disputa contra Buenos Aires, Lyon e Detroit. A cidade sediou os Jogos Pan-Americanos de 1955 e 1975, este último após a desistência de Santiago e São Paulo. O Campeonato Mundial de Canoagem em Águas Calmas da ICF foi realizado aqui em 1974 e 1994. O Autódromo Hermanos Rodríguez é o principal palco do automobilismo e sedia o Grande Prêmio do México de Fórmula 1 desde seu retorno ao esporte em 2015. O evento já havia sido realizado no passado de 1962 a 1970 e novamente de 1986 a 1992. Desde 2016, também sedia o ePrix da Cidade do México de Fórmula E.[164]

O beisebol é outro esporte praticado profissionalmente na cidade. A Cidade do México é a casa do Mexico City Red Devils, da Liga Mexicana, considerada uma liga Triple-A pela Major League Baseball. Os Devils jogam suas partidas em casa no Estádio Alfredo Harp Helú,[165] projetado pelo arquiteto mexicano-americano internacional Francisco Gonzalez Pulido, fundador do FGP Atelier, em colaboração com o escritório de arquitetura local Taller ADG. A Cidade do México possui cerca de 10 ligas infantis para jovens jogadores de beisebol. Em 2005, a Cidade do México se tornou a primeira cidade a sediar um jogo da temporada regular da NFL fora dos Estados Unidos, no Estádio Azteca . O público de 103.467 pessoas que compareceram a este jogo foi o maior da história da NFL até 2009.[166]

Ver também

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Notas e referências

Notas

  1. Quito, a capital do Equador, é a outra cidade desse tipo.

Referências

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Bibliografia

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  • Lida, David (2008). First Stop in the New World: Mexico City, the Capital of the 21st Century. New York: Riverhead Books. ISBN 978-1-59448-378-3 

Ligações externas

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Imagem: Centro Histórico da Cidade do México e Xochimilco A Cidade do México inclui o sítio "Centro Histórico da Cidade do México e Xochimilco", Património Mundial da UNESCO.