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Províncias geológicas da Terra (USGS)

Um escudo é uma grande área de rochas ígneas cristalinas pré-cambrianas e metamórficas de alto grau expostas que formam áreas tectonicamente estáveis.[1] Em todos os escudos a idade das rochas é superior a 570 milhões de anos chegando mesmo aos 3 bilhões e meio de anos (3,5 mil milhões de anos). São das primeiras formações rochosas terrestres.[carece de fontes?]

Escudos antigos ou maciços cristalinos são blocos imensos de rochas antigas. Estes escudos são constituídos por rochas cristalinas (magmático-plutônicas), ou metamórficas formadas em eras pré-cambrianas, são resistentes, estáveis, porém bastante desgastadas, e com muitas intrusões magmáticas.

Terminologia e origem

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Representação esquemática de uma seção transversal da litosfera terrestre, evidenciando a distribuição e as relações entre crátons, escudos e plataformas. (Abreviaturas: cb= bacia cratônica; LIP= grande província ígnea; MOR = dorsal meso-oceânica).

Embora frequentemente confundidos, os termos escudo e cráton possuem distinções: um cráton descreve o embasamento coberto por uma plataforma sedimentar, enquanto o termo escudo refere-se especificamente à parte desse embasamento que está exposta na superfície.[2]

A origem do termo remonta à tradução inglesa de 1901 da obra de Eduardo Suess, Face of earth.[2] A designação foi inspirada no Escudo Canadense, cujo formato e contorno sugerem a aparência dos escudos carregados por soldados em combates antigos.[2]

Composição e Litologia

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Os escudos são complexos e compostos predominantemente por gnaisses graníticos ou granodioríticos, geralmente de composição tonalítica.[3] Estima-se que mais de 50% da superfície dos escudos terrestres seja constituída por gnaisse.[3] Também podem conter cinturões de rochas sedimentares circundados por sequências vulcano-sedimentares e fácies metamórficas de xisto verde, anfibolito e granito.

Relevo e erosão

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Devido à sua estabilidade, o relevo dos escudos é antigo e marcado por elementos como peneplanos, alguns moldados ainda no Pré-Cambriano.[4] Os impactos da erosão podem variar. Em climas tropicais e subtropicais, as superfícies expostas podem sofrer silicificação, tornando-se extremamente duras e resistentes à erosão.[5] Em escudos do norte, como o Fennoscandiano, a erosão por geleiras durante o Quaternário foi limitada a algumas dezenas de metros,[6] sendo necessária, nesses casos, uma preparação prévia por intemperismo em condições não-glaciais para que a erosão glacial seja mais efetiva. Já em paisagens de escudos que sofreram intenso intemperismo e erosão é frequente a presença de inselbergs (montanhas isoladas).[5]

Os estudos ocorrem em todos os continentes. Alguns dos principais exemplos incluem:

  • Escudo Africano (Etíope): localizado na África.
  • Escudo Tuareg: no norte da África, principalmente no sul da Argélia, norte do Mali e oeste do Níger.
  • Escudo Australiano: ocupa a maior parte da metade ocidental da Austrália.
  • Escudo Indiano: cobre dois terços meridionais da península indiana.
  • Escudo de Angara: na Sibéria, delimitado de oeste a leste pelos rios Yenisey e Lena, e de norte a sul pelo oceano Ártico e o Lago Baikal.
  • Escudo Canadense: forma o núcleo da América do Norte e se estende do Lago Superior, ao sul, às ilhas do Ártico, ao norte, e do oeste do Canadá à Groenlândia.
  • Escudo Amazônico (ou Brasileiro): localizado na porção leste da América do Sul, fazendo fronteira como o Escudo das Guianas ao norte e o Escudo Platino ao sul.
  • Escudo Báltico (Fennoscandiano): abrange Noruega, Finlândia e Suécia.
  • Escudo Antártico.

Referências

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  1. Kearey, P. (2001). The new Penguin dictionary of geology 2nd ed. London: Penguin. p. 243. ISBN 0-14-051494-5. OCLC 59494925 
  2. 1 2 3 «Comment on hgss-2021-21». 6 de janeiro de 2022. doi:10.5194/hgss-2021-21-rc1 
  3. 1 2 Austrheim, Håkon; Corfu, Fernando; Bryhni, Inge; Andersen, Torgeir B. (10 de janeiro de 2003). «The Proterozoic Hustad igneous complex: a low strain enclave with a key to the history of the Western Gneiss Region of Norway». Precambrian Research (em inglês). 120 (1-2): 149–175. doi:10.1016/S0301-9268(02)00167-5. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2025 
  4. Fairbridge, Rhodes W.; Finkl, Charles W. (janeiro de 1980). «Cratonic Erosional Unconformities and Peneplains». The Journal of Geology. 88 (1): 69–86. ISSN 0022-1376. doi:10.1086/628474 
  5. 1 2 Fairbridge, Rhodes W. (1 de dezembro de 1988). «Cyclical Patterns of Exposure, Weathering and Burial of Cratonic Surfaces, with Some Examples from North America and Australia». Geografiska Annaler: Series A, Physical Geography. 70 (4): 277–283. ISSN 0435-3676. doi:10.1080/04353676.1988.11880257 
  6. Lidmar-Bergström, K. (1997). «A Long-Term Perspective on Glacial Erosion». Earth Surface Processes and Landforms (em inglês). 22 (3): 297–306. ISSN 1096-9837. doi:10.1002/(SICI)1096-9837(199703)22:3<297::AID-ESP758>3.0.CO;2-R 

Ver também

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